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Há referências antigas sobre as “missas de Natal” na ilha da Madeira e que poderão incluir as missas do parto, a missa do galo e a missa do dia de Natal. Paras estas missas eram dispensadas verbas elevadas, pelas fábricas das igrejas e pelas confrarias, destinadas à música e cantoria, decoração/ornamentação, cera e azeite, e ainda pagamento aos padres que diziam os sermões. Também deveria haver fogo, pois desde o século XVII que era comum a sua utilização nas festividades religiosas, como está documentado na catedral funchalense com a festa de Nossa Senhora do Rosário.

A missa do galo, por exemplo, está referida em 1582, na Sé do Funchal, e a 26 de julho de 1610 o vigário da Igreja de Nossa Senhora da Graça do Estreito de Câmara de Lobos afirma que depois da missa do galo ficavam muitas mulheres na igreja causando grande perturbação. Era o conflito entre o sagrado e o profano, havendo denúncias que nestas missas havia festividades e cantorias “desonestas” e realizavam-se fora de horas decentes.

Das “missas do parto” temos notícias em 1685 (Ribeira Brava); em 1688 (São Vicente); em 1690 (Convento de Santa Clara). No ano económico de 1740-1741, foram celebradas “missas do parto”, do Natal e das oitavas na Misericórdia do Funchal, e em 1757 a confraria da “Igrejinha” pagou 3$000 réis pela celebração das “missas do parto” e do Natal. Até em testamento estão referidas as “missas do parto”, no cumprimento de missas, como registado em 1705, por D. Clara Milheiro, mulher de Francisco Pardo de Figueiroa, na Calheta. Em 1756, os paroquianos da Quinta Grande (Campanário) eram devotos à celebração das “missas do parto”.
Directamente relacionada com as “missas do parto” estará a veneração à Senhora da Expectação ou do Ó, que na Madeira está documentada pelo menos desde 1588, quando na Sé do Funchal estão referidas as festas em sua honra.

Créditos: 600 Anos da Madeira e Porto Santo

Missas do Parto Se Catedral Fx