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Sabia que?, sem muito exagero, se pode afirmar que se pode dar uma volta ao mundo passeando pelo Mercado dos Lavradores, ex-libris da Cidade do Funchal e até do Arquipélago da Madeira, tendo apenas em conta sobretudo os frutos?

Ali podemos contemplar e provar uma tal paleta de cores e de sabores que se torna difícil acreditar que semelhante riqueza e variedade provenha dos conhecidos e limitados poios, os estreitos terraços que caracterizam a paisagem agrícola da ilha da Madeira.

Mas isto apenas pode ser compreendido se tivermos em conta que praticamente todas as plantas comestíveis hortícolas e frutícolas aqui cultivadas foram, todas e sem exceção, ao longo destes 600 anos, INTRODUZIDAS, aclimatadas e apuradas, constituindo a base da gastronomia alimentar madeirense, cuja antropologia é hoje alicerçada na observação local e na investigação etnográfica e histórica.

Um excelente relatório do que se conhece neste âmbito vem publicado na Revista Islenha 63, que acaba de sair, e que lembra esta importante parte referente à história dos 600 anos de ocupação do território que garantiu, ao longo do tempo, e até hoje, a nossa sobrevivência e que nos permite proporcionar paisagens e experiências gastronómicas ainda hoje oferecidas por igual a todos os que nos visitam.

Créditos: 600 Anos da Madeira e Porto Santo

Poios FotodeJPAlmeida