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Max Römer (1878-1960) foi um pintor alemão, natural de Hamburgo, que chegou à ilha da Madeira em 1922 e aqui faleceu em 1960.
Na Madeira, onde residiu durante trinta e oito anos, Max Römer desenvolveu profícua atividade artística marcada, essencialmente, pela representação da paisagem madeirense, costumes e tradições insulares e suas gentes, explorando e evidenciado as características mais pitorescas e, ainda, alguma incursão pela pintura religiosa. Manteve na sua obra um certo gosto e continuação do naturalismo oitocentista, com laivos de romantismo, mas também é visível alguma modernidade nos apontamentos de gosto pela Arte Nova e Arte Deco. A sua obra foi bem acolhida pela clientela madeirense, quer a nível público e privado, sendo um importante documento iconográfico da Madeira, destacando-se as artes gráficas, como cartazes, postais, ilustrações, capas de revistas e livros, anúncios publicitários, letterings, etc., que contribuíram na promoção e divulgação da Madeira. Destaque-se que Max Römer, como pintor, foi um exímio aguarelista.
É possível observamos obras de sua autoria no Palácio de São Lourenço, Hotel Belmonte (atual Colégio do Infante, Monte), Liceu Jaime Moniz, em diversas igrejas (São Vicente; São João, Fajã da Ovelha, Calheta; Nossa Senhora da Piedade, Porto Santo), além de várias empresas ligadas ao comércio do vinho, bordados e hotelaria. Um número significativo de obras de Max Römer encontra-se no Museu Quinta das Cruzes, doação feita ao Governo Regional da Madeira, em 1984, e em coleções privadas, nacionais e estrangeiras.
Esta época natalícia, que os madeirenses designam simplesmente por FESTA, abarca as vésperas, as oitavas e os feriados, começando no 1 de dezembro (Restauração de Portugal) e 8 de dezembro (Dia da Imaculada Conceição), culminado com a “limpeza dos armários”, no dia de Santo Amaro (15 de janeiro), não esquecendo os “cantares dos reis”, na noite da véspera do dia de reis (5 para 6 de janeiro), além de todos os preparativos para o Natal, com a amassadura de bolo e broas de mel, e as rosquilhas; a confeção de licores e da “carne de vinho e alhos”; montagem de presépios e lapinhas; as missas do parto (16 a 24 de dezembro) e do galo (24 de dezembro); a ida ao mercado (“a noite do mercado”, 23 de dezembro), a corrida de São Silvestre (ou “volta à cidade do Funchal”, realizada desde 1958); o fogo de artifício (31 de dezembro).
Max Römer representou alguns destes momentos emblemáticos da “FESTA” madeirense, como o «Mercado de Natal» (1953), com flores e produtos hortícolas, e o «Fim de ano na Madeira» (1948), vendo-se a baía do Funchal abraçada pelo tradicional “rebentamento” de fogo de artifício.
Texto: Rita Rodrigues (DRC/DEP)
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«Mercado de Natal», Funchal - 1953
Guacho sobre cartão, 22 x 14,5 cm
Assinado: Max Römer
Coleção particular
Publicado em CAMACHO, Rui (coord.), 2008, O Funchal na obra de Max Römer: 1922-1960, Funchal, Funchal 500 Anos, p. 69.
 

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«Baía do Funchal, Madeira»
Cartão-postal de final de ano, 14x9 cm
Assinado: Max Römer
Coleção particular
Publicado em CAMACHO, Rui (coord.), 2008, O Funchal na obra de Max Römer: 1922-1960, Funchal, Funchal 500 Anos, p. 190
 

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«Fim-de-Ano na Madeira», 1948
Cartaz de promoção, 99 x 59 cm
Edição da Delegação de Turismo da Madeira
Litografia Nacional do Porto
Assinado: Max Römer
Coleção particular
Publicado em CAMACHO, Rui (coord.), 2008, O Funchal na obra de Max Römer: 1922-1960, Funchal, Funchal 500 Anos, pp. 162-163
 
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«Final do Ano»
Postal ilustrado (impresso)
Forte do Pico de São João Batista
Max Römer
(gentileza Rui Camacho)

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CAMACHO, Rui (coord.), 2008, O Funchal na obra de Max Römer: 1922-1960, Funchal, Funchal 500 Anos.