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Em tempos recuados, em quase todas as vilas e aldeias de Portugal, o barbeiro, além de praticar o seu ofício, era um praticante da “arte médica”, a quem se recorria para “tratar de um abcesso”, “dar uma injeção”, “fazer um penso” ou para dar um conselho sobre “mezinhas”(receitas da medicina popular), sendo comum deslocar-se a casa dos clientes.
Posteriormente, o barbeiro perdeu essas funções e passou a exercer apenas a sua profissão, num estabelecimento comercial, a barbearia, onde “desfazia ou aparava a barba” e cortava o cabelo, aos seus clientes.
Os aprendizes iniciavam este ofício muito novos e, usualmente, a aprendizagem era feita no seio familiar.
Atualmente, com o aparecimento dos modernos cabeleireiros, esta profissão foi se extinguindo e foram desaparecendo as tradicionais barbearias com as suas imponentes cadeiras, às quais ninguém ficava indiferente.
Os principais instrumentos de trabalho do barbeiro eram as lâminas, as navalhas, os pincéis, as tesouras os pentes. Posteriormente, introduziram-se as máquinas de cortar cabelo e outros acessórios mais modernos.
As antigas barbearias eram, também, um espaço de sociabilização, mantendo o barbeiro, relações estreitas com os seus clientes. Além de confidente, ali trocavam-se impressões sobre desporto, política ou comentavam-se as novidades do dia.
Esta imagem, na qual, Carlos Batista, “desfaz a barba a um cliente”, foi recolhida numa pesquisa de campo, efetuada pelos técnicos do museu, nos anos 90, do século XX, na Barbearia Rui Barbeiro, sediada na cidade do Funchal.
Profissões Tradicionais: O Barbeiro
Créditos: Museu Etnográfico da Madeira 

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