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Os “limpa-chaminés” eram homens geralmente trajados de cor escura, enegrecidas pela profissão, que se faziam acompanhar de compridas varas, feitas com urze e canavieira, no topo das quais fixavam molhos de ramagem de urze. Andavam pelas ruas equipados com estas compridas vassouras e, por vezes, com cordas ao ombro, batendo de porta em porta ou apregoando os seus serviços.
Para proceder à limpeza da chaminé acionava a comprida vara, enfiando-a no seu interior e esfregava as paredes, de modo a fazer descolar os detritos acumulados, que impediam a tiragem do ar e do fumo. Atualmente os métodos de limpeza das chaminés evoluíram, tendo esta vara sido substituída por escovas com cabos extensíveis e aspiradores industriais.
A falta de limpeza e consequente obstrução, podia, inclusivamente, provocar incêndios, motivo pelo qual se tratava de uma profissão de grande importância, especialmente numa altura em que ainda se cozinhava a lenha ou em fogões que funcionavam a carvão.
Era um ofício sujo e duro, que exigia muito esforço e uma constituição física adequada, já que teriam de ser homens pequenos, de modo a conseguirem rastejar pelo interior das chaminés.
Segundo consta, em certos países, nomeadamente na Alemanha, acreditava-se que os homens deste ofício traziam “bons agouros”, havendo crenças populares que referem que encontrar um limpa-chaminés, no dia do casamento, era sinónimo de sorte, assim como dar-lhe a mão, beijá-lo ou, apenas tocar-lhe, de passagem, num dia qualquer.

FOTOGRAFIA: Gabinete de Defesa e Dinamização do Património da Região, Secretaria Regional de Educação e Cultura, Anos 80, do século XX (Recolha etnográfica de Jorge Freitas Branco).

limpachaminesn