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Durante parte dos séculos XVI e XVII, Portugal encontrava-se sob domínio espanhol. Sucedeu-se este acontecimento pelo facto de D. Sebastião, o rei em vigência até 1578, ter sido declarado como desaparecido após ter partido para a batalha de Alcácer-Quibir, deixando o trono à mercê dos espanhóis. A presença espanhola era inevitável e, de 1580 a 1640, Portugal teve como reis D. Filipe I, II e III, dando início à terceira dinastia, a Filipina. Os portugueses não queriam ser dominados pelos espanhóis, porém o seu exército era fraco, tendo em conta que a batalha de Alcácer-Quibir dizimou a vida de muitos militares lusitanos, deixando assim as tropas reduzidas e incapacitadas de dar resposta a ameaças exteriores. Durante os primeiros anos da dinastia Filipina, Portugal deparou-se com uma era de prosperidade económica, porém, no segundo e terceiro reinados Filipinos, a crise que havia afetado o reino Espanhol acabou por prejudicar igualmente Portugal. Face a estes acontecimentos, o descontentamento da população cresceu. Também devido à falta de cumprimento das promessas do rei e pela Espanha ter-se envolvido em guerras permanentes, recrutando os militares portugueses para lutarem por causas que lhes eram alheias, o povo decidiu revoltar-se contra o regime. Após algumas tentativas infrutíferas, a 1 de dezembro de 1640, através do contributo de um grupo de nobres denominado “Os Conjurados”, que se reuniam secretamente em Lisboa para discutir o processo de revolução, foi possível derrubar a dinastia Filipina restituindo a Portugal a sua independência. Este acontecimento é considerado fulcral para a construção da história do país, uma vez que foi restaurador da independência nacional, o que representa um momento de glória para a nação lusitana. Seguido este momento, surgiu a necessidade de escolher um representante do povo e D. João IV (de cognome O Restaurador), que auxiliou a derrubar o domínio espanhol, foi proclamado como rei de Portugal, iniciando a quarta dinastia.

Créditos: Centro Cultural John Dos passos

dian