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Em finais do século XVII, a Quinta das Cruzes sofreu as suas primeiras grandes transformações, altura em que entra na posse de uma distinta família – os Lomelino. A origem desta família recua a Urbano Lomelino e João Baptista Lomelino, comerciantes de origem genovesa, cuja presença na Ilha é datada de 1476 em Santa Cruz.
Data do século XVII, a construção da arcaria em pedra vermelha da Região (tufo de lapill e tufo brecha) adossada à fachada, bem como a construção (datada de 1692 segundo a inscrição do pórtico) e posterior instituição (1695) da Capela de Nossa Senhora da Piedade, erigida por Francisco Esmeraldo Correia Henriques e localizada no extremo Sul do espaço ajardinado.
Data de meados deste século o corpo predominante do edifício principal, característico das construções do século XVIII insular, resultado de obras motivadas pelo casamento de António Correia Henriques Lomelino e D. Guiomar Jacinta de Moura Acciaiuoli, que passaram a viver nas Cruzes em finais de 1718; quer pelo forte terramoto que atingiu a Ilha da Madeira em 1748 e que provocou sérios danos à edificação.
Em 1836, desenrola-se a contenda protagonizada pelo então proprietário da Quinta, Nuno de Freitas Lomelino, último morgado das Cruzes e padroeiro do Convento de Nossa Senhora da Piedade, em Santa Cruz, (fundado por Urbano Lomelino no século XVI), que requer os bens do dito Convento que havia perdido com a Extinção das Ordens Religiosas em 1834. Apenas em 1852 a situação ficaria resolvida, passando as ruínas do Convento para a posse do Morgado, que transferiu parte do espólio para a Quinta das Cruzes.
Data do século XIX um brasão em estuque colocado no teto da entrada principal do edifício principal e que testemunha a presença desta família durante cerca de duzentos anos na Quinta das Cruzes.

Texto: Museu Quinta das Cruzes
Créditos: Museu Quinta das Cruzes

Brasão. © SRTC| DRC| Museu Quinta das Cruzes.

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