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Sabia que os azulejos do coruchéu da Sé do Funchal são dos mais antigos aplicados na Ilha?

Portugal começa a importar azulejos de Espanha no século 15, no reinado de D. Manuel I e é este monarca que, em 1514, encomenda os azulejos para a torre da Sé. Porque não se fabricavam em Portugal os azulejos eram um revestimento raro, apenas acessível aos mais abastados.

A riqueza proveniente do comércio do açúcar, a crescente importância do Funchal, elevado a cidade em 1508, determinam a escolha dos melhores materiais e de importantes obras de arte para o principal templo da Ilha.

Estes azulejos, provavelmente oriundos de Sevilha, são lisos e pintados a uma só cor, neste caso o verde, o azul, o mel e o branco. O impacto decorativo resulta do reflexo da luz na superfície vidrada e na sua aplicação em fiadas diagonais de diferentes cores alternadas, o que dá a ilusão de movimento. É esta a fórmula básica das composições enxaquetadas que se popularizam ao longo dos séculos 16 e seguinte, em padrões cada vez mais complexos de linhas oblíquas que se cruzam num xadrez, que se limita a duas cores: o branco em contraste com o azul, o verde, ou, menos comum, o preto.

A Casa-Museu Frederico de Freitas possui uma pequena mostra dos azulejos que coroam a Catedral do Funchal, integrados na coleção por altura da intervenção de restauro realizada pela Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, no final dos anos 80.

Texto: Margarida Freitas

 

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