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Nenhum outro espaço da casa se sujeitou a tantas alterações quanto à funcionalidade como a cozinha. Esta passou de um espaço multifuncional, onde eram organizadas atividades quotidianas relacionadas com a alimentação, higiene e estar, para um espaço monofuncional, servindo unicamente para cozinhar.
Na cozinha da Casa da Calçada, o grande fogão de ferro fundido, de múltiplas bocas e fornos, ocupa um lugar de destaque. No séc. XIX, a introdução de fogões, a carvão ou a lenha, em substituição das grandes lareiras de fogo aberto, tornou o ato de cozinhar mais cómodo e seguro e contribuiu para a transformação dos utensílios usados na cozinha. Esta inovação fez com que os objetos para a preparação das refeições, ou aquecimento de líquidos, fossem renovados e adaptados à nova fonte de calor, apresentando agora bases planas e pegas para poderem ser manuseados. São demonstrativo disso as panelas, chaleiras e chocolateiras da Casa.
As cozinhas das casas burguesas organizavam-se por funções e a da Casa da Calçada não era exceção. Havia locais destinados para cada atividade: a zona das lavagens com as suas pias (originalmente eram duas); de arrumação nos armários e prateleiras ao longo das paredes; o grande móvel do centro, à maneira das atuais ilhas, facilitava a preparação das refeições, era espaçoso, funcional, com gavetas laterais e a parte inferior protegida por rede para resguardo dos alimentos. As massas eram trabalhadas e tendidas sobre a superfície de pedra da mesa de amassar. Havia ainda as despensas para guardar os vários produtos e um forno para cozer o pão que ficava no exterior.

Créditos: Casa-Museu Frederico de Freitas.

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