LogoCmadeira2020

LogoSRTC2020

PT EN

Foram as primeiras experiências para o desenvolvimento da fotografia a cores datam de 1868, através do contributo de Louis Ducos du Hauron (1837-1920), muito embora sem aplicação comercial ou industrial. Somente através do processo designado de Autochrome, em 1907, seria possível a comercialização de placas de vidro que utilizavam a tricromia, permitindo a sua utilização a nível mundial. Os irmãos Lumière congregaram com sucesso anos de investigação e experimentações, assegurando assim a produção das primeiras fotografias a cores de forma industrializada, até cerca de 1931. Um dos mais importantes e raros acervos em Autochrome, com a designação "Arquivos do Planeta" foi concebido pelo célebre banqueiro Albert Khan, entre 1909 e 1931, reunindo um conjunto de 70.000 imagens captadas em todo o mundo por diversos fotógrafos, entre as quais imagens da Madeira, da autoria de Auguste Leon. Da autoria do atelier Vicente's existem apenas cerca de meia dúzia de autochromes, dos quais apresentamos algumas réplicas. O processo Paget era igualmente um processo aditivo de síntese das cores, e foi patenteado em 1912, por Geofrey S.Whitfielci. Apresentava alguns melhoramentos em relação ao Autochrome, nomeadamente, quanto à maior rapidez de sensibilização, por permitir a reprodução de positivos a partir das placas negativas e pelo seu mais baixo custo. Contudo, problemas no acerto entre a imagem monocromática matriz e as placas de cor podiam provocar erros na representação das cores, como é o caso de algumas imagens aqui apresentadas da Photographia Perestrellos. A sua produção foi interrompida em 1920.

Texto de Emília Tavares.

Créditos: Museu de Fotografia da Madeira - Atelier Vicente's.

autochromes1epagetvcentes
Foto 1 | Photographia Vicente | Sem título | Autochrome

autochrome3epiagetvicentes

Foto 2 | Perestrellos Photographos | Sem título (Jardins da Quinta do Palheiro Ferreiro – Funchal) | Processo Paget