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Também conhecido pelo cais do Tojo, foi mandado construir, em 1848, pela Câmara Municipal da Ponta do Sol, conforme projeto do capitão engenheiro Tibério Augusto Blanc. Foi inaugurado a 9 de setembro de 1849.
Em virtude do duque Maximiliano de Leuchtenberg, príncipe de Eichtedt, ter feito um donativo monetário à localidade, aquando da sua visita, em 22 de setembro de 1849, a Câmara Municipal atribuiu ao cais a denominação de “Cais do Duque de Luxemburgo”, designação que não chegou à atualidade.
Em 1867 e 1874 foram edificadas as plataformas laterais de acesso ao mar, situadas, respetivamente, a este e oeste. Em toda a estrutura foi utilizada pedra regional, como o basalto, cantaria e calhau rolado, sobressaindo o amplo arco de volta perfeita que une a escarpa costeira ao cais. A anteceder a entrada do cais, observa-se uma antiga prisão, escavada na rocha, e a casa da guarda, situada na fronteira.
Até meados do séc. XX era o cais mais amplo e seguro de toda a encosta sudoeste da Madeira. A vila da Ponta do Sol, como sede de concelho e de comarca, contribuiu para que este cais fosse o segundo mais importante da Madeira, até inícios do séc. XX, com um movimento anual aproximado de 8000 toneladas de produtos agrícolas e alimentícios, e em 1947, por exemplo, movimentou 25798 passageiros.

Texto e fotografias: Paulo Ladeira.

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