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Nasceu a 22 de Junho de 1952 em Santa Luzia, Funchal. Começou as suas práticas musicais aos 8 anos com a mãe, aprendendo a tocar piano e depois com o pai, guitarra portuguesa e acordeão. A música estava no seio familiar e o seu desenvolvimento como autodidata foi natural. Aos 15 anos constituiu com os amigos mais próximos o seu primeiro grupo «Swinging Blue Jeans». Luís Filipe (guitarra), Rui Lima (baixo), Stella (guitarra), Luís Alberto Camacho (bateria). O conjunto participou no 1º Festival de Música Rock, organizado por várias entidades da cidade do Funchal. O festival teria continuidade nos anos seguintes, passando a sua apresentação da Avenida do Mar para o Auditório do Jardim Municipal. O «Comuna Set» e o «Mad Fun», foram outros dois projetos musicais de juventude, entre os anos de 1970 e 1971. A partir desta altura e a convite de Roger Sarbib, um consagrado músico a tocar na Madeira (pai de André Sarbib) integrou a Orquestra do Hotel Savoy, uma das melhores do género a atuar na noite musical da cidade, no estilo conhecido como ‘’Noites da Madeira’’. Começaria aqui a sua carreira profissional. Ainda era menor de idade e foi necessário uma autorização familiar para celebrar o contrato de trabalho com o Hotel Savoy O Conjunto de Roger Sarbib era formado por este ao piano e órgão, Tony Cruz (bateria e voz), Nóbrega (vibrafone, saxofone, clarinete e violino), José de Freitas (baixo) e Luís Filipe (guitarra elétrica). Em 1973 formou com outros músicos da sua geração, o «Habitat». Do conjunto faziam parte Luís Filipe (guitarra), Rui Lima (baixo), Paulo Ferraz (piano) e Duarte Vasconcelos (bateria). Este ensemble de muita qualidade, foi convidado na altura para atuar diariamente (entre 1973 e 1975) no Hotel Holyday Inn na Matur (Machico). Em 1976, Luís Filipe Aguiar foi convidado por Tony Amaral Júnior para integrar o «Conjunto Impacto», no Hotel Savoy. Esta seria uma experiência marcante ao lado de um nome grande do Jazz nacional, o pianista madeirense Tony Amaral Júnior. Deste grupo faziam ainda parte Bart Stokes (saxofone, flauta, clarinete) Juvenal Aveiro (depois Helder Gonçalves) (baixo) e Tony Cruz (bateria e voz). Em 1978, fundou um dos seus melhores projetos musicais de sempre, o «Pégaso». Constituído por André Sarbib (piano/órgão), Zé Rato (bateria), Carlos Araújo (baixo), substituído depois por Marino de Freitas e Luís Filipe (guitarra). O conjunto realizou em 1979 e 1980 concertos memoráveis. Primeiro no Festival de Jazz do Funchal (Teatro Municipal do Funchal) e depois noutro festival Jazz/Rock de grande formato para a época, realizado no Pavilhão Desportivo do Liceu, com convidados do continente entre esses, o grupo «Arte e Ofício». Em simultâneo o «Pégaso» atuava no Hotel Atlantis, como banda residente, sendo uma das referências da noite musical e artística. No início da década de 80, Luís Filipe Aguiar integrou os «Fireworks» e novamente, num espaço bem conhecido, a Boate Galáxia do Hotel Savoy. Foi aqui que idealizou a sua saída para Lisboa. O desejo do músico, acalentado há muito tempo, era fazer carreira nacional. Essa oportunidade surgiria em 1983 e aproveitou o convite que lhe foi endereçado, por várias pessoas ligadas ao mundo do espetáculo e editoras nacionais. O primeiro momento era começar como cantor, interpretando repertório de outros e posteriormente fazer as suas próprias composições. Surgiram os primeiros singles (1984), mais comerciais, «Pequena Amante» e «Um Pouco Louco» e no ano seguinte participou, pela primeira vez, no Festival RTP da Canção com «Mulher Só, Mulher Giesta». Em 1986, voltaria ao festival com o «Tango da Meia-noite» e passou a ser conhecido na rádio e televisão pública, a única ao tempo. Revelava-se também como compositor de êxitos, entre os quais alguns cantados em inglês como por exemplo «Under Cover Lover», «You’ve Been Around» ou «While The City Sleeps». A atividade na música complementou-se com o trabalho no seu recém-criado estúdio de gravação - Data Música. A partir deste a sua arte musical (multi-instrumentista, cantor, letrista, compositor, arranjista e direção musical), foi divulgada entre o meio musical português. Editou «Enquanto a Cidade Dorme» LP em 1988 credenciando ainda mais mérito e audiência. Produziu entretanto novos cantores e muitos outros, bem firmados na indústria musical, buscaram no seu estúdio a sua produção ou colaboração. No final da década de 80, Luís Filipe representaria ainda Portugal no Festival OTI da Canção (1988), com o tema «Vivo a Vida Cantando». Em 1990, uma composição sua, "Sempre, Há Sempre Alguém" cantada por Nucha venceu o festival RTP da canção, consagrando-o também nos arranjos e direção de orquestra. Em 1992, a canção vencedora "Amor de Água Fresca’’ foi orquestrada por si e coube-lhe uma vez mais a direção de orquestra, num momento marcante para a sua carreira. Outras canções como «Partir de Mim» (por Marina Mota em 1989), «Eu Sou Maria Rapaz» (por Nani em 1992), «Quero Muito Mais de Ti» (por Cristina Roque em 1993), «Talvez Noutro Lugar» (por Liza Mayo em 1993), «A Minha Ilha» (por Bárbara Reis em 1996) ou o tema «Aprende a Voar (nas asas do amor)» em 2011 cantado pela filha Sandra Dória, são algumas das suas criações, para o mais importante palco de então, o Festival RTP da Canção. O madeirense Luís Filipe Aguiar foi (provavelmente), o único músico português do séc. XX, a cumprir diferentes funções na indústria musical e na música nacional, a saber: músico, cantor, compositor, autor, arranjista (e direção musical), produtor musical, produtor de conteúdos para televisão (RTP. Sic e TVI, entre programas, telenovelas e publicidade) tendo sido ainda representante da Sociedade Portuguesa de Autores, na Madeira. Produziu cantores como, Teresa Maiúko, Ana, Cazanova, Nucha, Marina Mota, Pedro e Henrique Feist, Ágata, Grupo Aura, entre outros, tendo gravado no seu estúdio, muitos dos nomes mais importantes do panorama musical português, como os registados no projeto Pirilampo Mágico de 1993 e 1994: Paulo de Carvalho, Dulce Pontes, Sara Tavares, Paco Bandeira, Anabela, Carlos Guilherme, Luís Represas, Alexandra, Isabel Campelo, Dina, Nucha e Toy. Dos seus trabalhos discográficos destacam-se (entre outros) «Enquanto a Cidade Dorme» e «E Vem a Noite». Já em relação aos seus temas mais ouvidos na rádio, «Brinquedo Desfeito» e «Raio Azul», são marcas do gosto do músico, compositor e artista deixadas enquanto repertório, à Música Portuguesa dos anos 90.

Texto:@Vitor Sardinha

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