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A partir de 1 de setembro, na sala de exposições temporárias, do Museu Etnográfico da Madeira, dá a conhecer os processos de confeção de dois tipos de mel, únicos na nossa Região, e a sua utilização no quotidiano madeirense: o mel de figos e o mel de vinho em mosto.

Trata-se de duas tradições ancestrais, que ainda hoje podemos encontrar nos sítios da 1.ª, 2.ª e 3.ª Lombada, na freguesia da Ponta Delgada, concelho de São Vicente.
A origem destes dois tipos de mel está intimamente ligada à necessidade de o povo obter mel, na época natalícia, para a confeção dos “bolos e broas da Festa”, uma tradição fortemente enraizada na nossa ilha, quer nos meios rurais, quer no meio citadino.
Na falta de recursos financeiros para obter o tradicional mel de cana, o povo soube, de forma inteligente e criativa, aproveitar os recursos naturais que o meio colocou à sua disposição, nomeadamente dois frutos: as uvas e os figos.
No caso destes últimos, além de que a necessidade aguça o engenho, acresce ainda o facto de, na freguesia da Ponta Delgada, existir uma grande quantidade de figueiras, pelo que terá sido também a forma encontrada para aproveitar o excesso daqueles frutos, transformando-os.
Este mel é ainda hoje utilizado na confeção dos bolos e broas de mel da "Festa" (Natal), mas também na confeção do bolo de "rolão" doce, para regar as malassadas do Carnaval, na confeção da "macia" (mistura de aguardente com mel) e para adoçar o leite ou o chá.
 
Créditos: Museu Etnográfico da Madeira.
 
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