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cestariaoÉ um dos projetos ambiciosos do Museu Etnográfico da Madeira (MEM): recuperar o processo da cestaria em palha de trigo, arte que se extinguiu há mais de vinte anos. O MEM lançou o desafio à artesã Madalena Andrade e, em parceria com a Casa do Povo da Ponta do Pargo, apresenta no átrio do museu, a exposição “Cestaria em palha de trigo”, que ficará patente até o dia 4 de julho.
A exposição divulga uma tradição ancestral, subjacente a um saber-fazer que faz parte do património cultural material e imaterial e que representa a herança cultural de gerações passadas. 
Madalena Andrade havia aprendido a confecionar este tipo de cestaria há mais de 20 anos nos cursos orientados por Felisbela Ezaura de Sousa, que tiveram lugar na Casa do Povo, mas não tinha dado continuidade.
Tendo aceitado o desafio, a artesã recuperou esta tradição pretendendo agora transmitir o seu saber-fazer, de forma a perpetuar esta arte.
Assim, de fevereiro a julho, o museu dará a conhecer o processo de produção de cestaria em palha de trigo. Esta tradição, fortemente enraizada na freguesia da Ponta do Pargo, manteve-se no século XX pelas mãos de dois artesãos locais: Felisbela Ezaura de Sousa, residente no sítio do Salão de Baixo, e Manuel Gonçalves, mais conhecido por Manuel Gino, residente no sítio do Serrado. 
Recorde-se que em agosto de 2020, depois da visita do Secretário Regional de Turismo e Cultura ao Museu Etnográfico da Madeira, Eduardo Jesus anunciou a aquisição de uma obra de cada artesão que participa no projeto do MEM “Artesanato Madeirense- Valorize, compre o que é nosso”. Na sequência deste apoio, o Museu Etnográfico já possui no seu acervo peças adquiridas a Madalena Andrade.
Em declaarações ao JM, o Secretário Regional considera que esta “é uma forma de enriquecer o acervo do museu e, em simultâneo, apoiar os artesãos da Madeira. Continuamos a incentivar a recuperação e divulgação do nosso artesanato através de exposições dando a conhecer obras de artesanato de produção local e ao mesmo tempo continuar a valorizar o saber-fazer dos artesãos que são valiosos testemunhos para as futuras gerações”.
Eduardo Jesus salientou que “a Região dá, assim, mais um passo no enriquecimento da sua cultura, que constitui um fator distintivo do destino Madeira”.