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bolodocacoNo âmbito do projeto desenvolvido no Museu Etnográfico da Madeira e do qual resultou uma exposição temporária e a edição, em 2019, do livro “Festas e Romarias da Madeira” (o Nº3 da coleção “Cadernos de Campo”, premiada com o Prémio APOM 2019, na categoria de Investigação), o museu decidiu partilhar, nas páginas das Redes Sociais, diferentes álbuns, com imagens que fazem parte dessa obra.
Em 2020 partilham várias festas, de todos os concelhos, procurando assinalar alguns aspetos que as caraterizavam. No início deste ano, publicam alguns artefactos, relacionados com os rituais profanos e religiosos. Agora partilham a gastronomia.
Esta semana, o museu divulga o “bolo do caco” um tipo de pão que tem um papel importante na gastronomia tradicional da Região.
Antigamente este pão era cozido num “caco de telha” ou numa frigideira de barro, abafado com cinza, ou em lume vivo, dando-lhe a forma de um bolo redondo e achatado.
O facto de a sua cozedura não exigir um forno, fez com que o seu fabrico se tenha generalizado entre o povo.
Atualmente, em algumas unidades domésticas, amassa-se à mão e coze-se o "bolo do caco" em cima de uma pedra de “tufo”, conhecida, localmente, por cantaria mole vermelha, a qual é aquecida no “lar”. Este é uma uma espécie de lareira, formada por três pedras, colocadas em retângulo, com um lado aberto, para colocar a lenha.
No entanto, nos arraiais e estabelecimentos comerciais, generalizou-se o uso de uma chapa de ferro, para cozer este tipo de pão.
Usualmente, servem-no cortado ao meio, ainda quente, e barrado com a "manteiga de alho" (mistura de manteiga com salsa e alho picados), e serve como acompanhamento da tradicional “espetada”, nos arraiais.