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O peixe “gata” (“Dalatias licha”), da família dos tubarões, é também conhecido por "peixe-de-azeite", porque os pescadores extraíam um óleo, do seu fígado, que servia de combustível aos candeeiros, ou "peixe-lixa", porque os marceneiros e os sapateiros, utilizavam a sua pele, como lixa.

Pode ser consumido fresco, ou salgado e seco ao sol, forma tradicional de conservação do peixe.
Para proceder à sua “salga”, começam por cortar a cabeça e depois retiram a pele e as entranhas, separando o fígado. Escalado, longitudinalmente, de modo a ficar bem aberto, infligem pequenos golpes, formando sulcos na carne, para melhor penetrar o sal e colocam-no numa "salgadeira", durante um ou dois dias.
Findo esse tempo, lavam-no, superficialmente, com água do mar. Em seguida é furado, em quatro pontos distintos: dois junto à cabeça e outros dois junto ao rabo. Depois, inserem, em cada par, um pedaço de cana, cortado a meio, no sentido horizontal, para espalmá-los.
Por fim, é pendurado num estendal de um quintal, num barco ou em redor deste, para secar ao vento, exposto sol, cerca de seis dias. No final de cada dia é transportado para um armazém, para evitar o "sereno". Antes de estar completamente seco, retiram-lhe as canas.
Pode ser servido como prato ou “petisco”, nas barracas dos “arraiais”, especialmente nos concelhos com tradições piscatórias, nomeadamente em Machico ou em Câmara de Lobos.
Créditos: Museu Etnográfico da Madeira
gata