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IOIÔ – EMBUTIDO EM MADEIRA. 

Possuindo a ilha da Madeira um denso arvoredo, desde o início da colonização que o povo recorreu à matéria-prima, que o ambiente colocou à sua disposição, para a construção de inúmeros artefactos utilitários, decorativos, lúdicos ou religiosos. Consequentemente, a manufatura de mesas, cofres, caixas e outros artefactos em madeira embutida, foi uma das atividades que surgiu e que teve uma expansão e expressão significativa na ilha.
O embutido madeirense é único. As cores são naturais, sendo aproveitadas as melhores madeiras da nossa floresta Laurissilva, o que o distingue claramente dos trabalhos industrializados, nos quais se recorre a corantes. Das várias espécies utilizadas, obtêm-se as diferentes tonalidades, que embelezam os desenhos ornamentais.
Com a exposição temporária “Traços de madeira – A arte de embutir”, o museu procurou valorizar este património cultural material e imaterial, divulgando as obras de diferentes mestres embutidores que, ao longo dos séculos, dignificaram esta arte na Região.
Este objeto, inspirado num artefacto lúdico ancestral, o Ióiô, é uma peça de artesanato moderno, da autoria de Luz Ornelas. Licenciada em Engenharia de Madeiras, pela Escola Superior de Tecnologias de Viseu, a artesã iniciou a sua atividade no Instituto do Bordado Tapeçarias e Artesanato da Madeira (atual IVBAM) em 1995, onde atualmente ministra formação. Artesã de renome, já participou em exposições e concursos a nível regional e nacional e os seus trabalhos incluem uma grande diversidade de objetos, quer decorativos, quer utilitários, nomeadamente caixas de joias, tabuleiros, marcadores para livros, facas para cortar papel ou presépios.
O “ioiô”, é um brinquedo muito antigo, constituído por dois discos, neste caso, de madeira, mas que podem ser de outros materiais, como metal ou plástico, e que são unidos, no centro, por um eixo, no qual prende-se uma corda ou cordel. Ao deixarmos cair o ioiô, ele sobe com o impulso, e a corda enrola-se, caindo e subindo, sucessivamente, até que termine o impulso inicial.

Créditos: Museu Etnográfico da Madeira

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