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No âmbito da rubrica “Medicina popular”, o Museu Etnográfico da Madeira, divulga as propriedades terapêuticas do alho (Allium sativum L.). 
O alho é anti inflamatório, antifúngico e antisséptico, utilizado para evitar infecções de feridas, aliviar a comichão e desinfetar a picada de mosquitos, abelhas e outros insetos. Esfrega-se um dente de alho pisado, diretamente sobre a zona atingida.
Comer um dente de alho em jejum, dia sim, dia não, ajuda a baixar o nível de colesterol no sangue, prevenindo os coágulos sanguíneos e melhorando o sistema cardiovascular em geral.
Para problemas de tensão alta, deve-se beber, de manhã, a água na qual foram mergulhados durante a noite, dois ou três dentes de alho, descascados e cortados.
É também um diurético, ajuda a combater as pedras na bexiga e previne infecções urinárias.
Tem efeito benéfico na digestão, combate a asma, sendo ainda um estimulante do sistema imunitário e protege as bactérias intestinais benéficas, reduzindo o risco de candidíase.
A tisana de um dente de alho picado, com casca de cebola e sumo de um limão, combate o catarro, gripe, sinusite, constipação, bronquite e outras infecções respiratórias. 
Este bolbo dilata, ainda, as coronárias, ajudando a evitar a angina de peito.
A cataplasma, de uma ou duas cabeças de alho picado, é usada contra as dores reumáticas, colocando-se sobre o local dolorido, durante dez minutos. Ou, descasca‑se um alho, esmaga‑se e friciona‑se, energicamente, a parte dorida.
Depois de identificada a doença, é recomendável que se consulte uma loja de produtos naturais, onde um profissional indicará o tratamento adequado, as doses e o tempo de tratamento recomendado.
Contudo, algumas não estão isentas de provocar efeitos secundários. O seu consumo exagerado, pode originar irritações gastrointestinais, vômitos, diarreia, dor de cabeça, dor nos rins, tonturas e reações alérgicas. As pessoas que têm doenças do sistema circulatório, como a hemofilia, devem evitar o alho. Quem toma anticoagulantes, como a varfarina, ou a aspirina, deve consumir apenas mediante conselho médico ou de um fitoterapeuta.
O alho também está presente nas crenças populares, pois acreditava-se que andar com dentes de alho, servia para espantar o mau‑olhado. Colocavam‑nos, também, nos bolsos ou, ainda, sobre a forma de colares, pendurados ao pescoço, para afastar doenças e se proteger de entidades maléficas.

Texto: César Ferreira 
Ilustração: Pascalqb
Arranjo gráfico: Fernando Libano 
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