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No âmbito da rubrica “Medicina Popular”, o Museu Etnográfico da Madeira, divulga este mês, as propriedades terapêuticas de um arbusto, Aloé vera (L.) Burm. f., que produz uma flor amarela. Esta planta tem que ter, pelo menos, dois anos, para ser utilizada para fins medicinais.
É importante referir que é uma planta com compostos tóxicos, que podem causar reações alérgicas, pelo que depois de identificada a doença, é recomendável que se consulte uma loja de produtos naturais, onde um profissional indicará o tratamento adequado, as doses e o tempo de tratamento recomendado.
Para obter o gel, corta-se uma folha da planta, com uma faca afiada e, atendendo a que os compostos se situam na seiva amarela, libertada nos lados da folha espinhosa e carnuda, é necessário proceder-se à sua remoção. Dá-se, então, um corte vertical no centro, para retirar o gel.
Este é aplicado sobre a zona afetada, como emoliente, cicatrizante e anti-inflamatório, em vários problemas dermatológicos, nomeadamente acne, eczemas, erisipelas, herpes labial, assaduras, urticária e psoríase. É usado, também, em queimaduras, chagas, feridas não abertas, picadas de insetos, fissuras anais ou hemorroidas.
Pode, ainda, ser utilizado em caso de má circulação e varizes, aplicando-o nos membros inferiores e é também indicado no tratamento capilar e no combate da caspa.
Segundo o povo, combate, ainda, o cancro, da seguinte forma: lava se a folha, retirando se os picos e a seiva amarela, corta se a folha em fatias finas e tritura se numa liquidificadora. Adiciona se mel, para adoçar e três colheres de aguardente, para conservar. Contudo, se pensa usar a Aloé Vera, internamente, é aconselhável fazê-lo, apenas mediante conselho de um profissional.
 
Ficha Técnica:
Texto: César Ferreira.
Ilustração: António Pascal.
Grafismo: Fernando Libano.
 
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