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No âmbito da rubrica mensal “Medicina popular”, o Museu Etnográfico da Madeira, divulga as propriedades terapêuticas da abóbora. Vulgarmente classificada como um produto hortícola, em termos botânicos é considerada um fruto da aboboreira, designação popular de diversas espécies de plantas da família das Cucurbitáceas, com variações na forma, na cor (alaranjada por vezes com manchas esverdeadas) e na rugosidade da casca.
É diurético, devendo-se ingerir uma chávena de sumo da abóbora crua, uma hora antes do almoço, para facilitar a produção de urina e eliminar o excesso de ácido úrico no sangue, prevenindo crises de gota.
As sementes (pevides) são receitadas para diminuir os sintomas de hiperplasia benigna da próstata. Ainda ajudam a diminuir a hipertensão e o colesterol.
As sementes são eficazes na expulsão de vermes intestinais, como a ténia ou a solitária e as lombrigas. Para esse fim, torram‑se ou moem‑se quarenta gramas de sementes de abóbora e quarenta gramas de açúcar e toma‑se duas vezes ao dia, durante três dias. Em seguida, toma‑se um purgante.
As sementes assadas e ingeridas em jejum têm a finalidade de neutralizar a acidez estomacal, sendo úteis no tratamento da azia, gastrite e úlceras. A sua riqueza em fibras também auxilia no funcionamento digestivo.
Para aliviar e curar feridas, queimaduras e pancadas, coze-se a polpa da abóbora amarela e coloca-se no ponto atingido.
Para as hemorroidas, aplica‑se uma cataplasma na zona inflamada, de duas em duas horas. Os óleos das sementes previnem a queda de cabelo.
Devido ao grande número de pevides e à semelhança da romã, é considerada um símbolo de fertilidade.

Ficha Técnica:
Texto: César Ferreira.
Ilustração: António Pascal.
Grafismo: Fernando Libano.
 
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