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A Casa-Museu Frederico de Freitas, de proporções imponentes e chamativa cor avermelhada, é uma presença marcante na íngreme Calçada de Santa Clara e um elemento de destaque no âmbito da arquitetura civil urbana da zona histórica da São Pedro e do centro do Funchal.
Também conhecida por Casa da Calçada, esta designação identifica a antiga residência dos Condes da Calçada, cujos antepassados lhe estão associados desde os seus primórdios, no século XVII. O edifício, identificado como palácio na imprensa do século XIX, é o resultado de sucessivas remodelações e ampliações, sendo especialmente marcantes as intervenções de cunho romântico, roçando exótico, realizadas na segunda metade de oitocentos.
Em 1941 a Casa foi arrendada ao Dr. Frederico de Freitas (1894-1978), advogado, notário e colecionador madeirense, que aí viveu cerca de 40 anos, reunindo um impressionante conjunto de obras de arte, posteriormente legado à Região Autónoma da Madeira.
Personalidade ilustre, Frederico de Freitas desempenhou um papel ativo no âmbito da sociedade e cultura locais. Começa a colecionar a partir dos anos 30, mas é a mudança para a ampla moradia da Calçada que lhe permitiu organizar a sua Casa das Coleções. E se o seu enfoque inicial recaiu sobre objetos relacionados com a Madeira, logo se tornou mais abrangente envolvendo um vasto conjunto peças de escultura, pintura, mobiliário, cerâmica, gravura, de origem nacional e estrangeira.
Recebido o legado, em 1978, o Governo Regional inicia os trâmites necessários à aquisição do imóvel, sendo a Casa-Museu inaugurada em 1988, com a abertura da Casa da Calçada e de uma zona dedicada às Exposições Temporárias. O projeto do museu ficou completo em 1999, com a conclusão da Casa dos Azulejos, concebida e edificada para acolher o importantíssimo acervo de azulejaria, com condições de acessibilidade, reservas, oficina e Auditório e da Casa da Entrada, onde funcionam os Serviços de Portaria e Receção, os Serviços de Educação e de Animação e o Gabinete de Estampas e Desenhos.
A Casa-Museu oferece três percursos distintos:

Casa da Calçada
A Casa da Calçada que alia o especial encanto de um interior de habitação à singular ambiência da casa de um colecionador. As salas sucedem-se evocando vivências e funcionalidades de outrora e os objetos, artísticos e utilitários, arrumam-se segundo esse critério particular. Completa o circuito a passagem pelo Jardim sobre a Calçada, um dos raros jardins sobrelevados ainda existentes na cidade, que mantém as suas características tradicionais, o traçado dos canteiros, a calçada de calhau rolado, o corredor de vinha e a Casinha de Prazer.
Casa dos Azulejos
A Casa dos Azulejos cuja visita proporciona uma viagem no tempo, pelo mundo do azulejo. Do século XIII aos nossos dias, aborda o Oriente, especialmente a produção islâmica, passa pela Europa, através das peças medievais, de majólica, dum significativo conjunto de azulejaria holandesa e de um importante núcleo de fabrico nacional. A exposição inclui, para além das peças isoladas e fragmentos resguardados em vitrinas, uma enorme variedade de painéis que se distribuem ao longo de quatro pisos, numa lógica cronológica e de origem.
Exposições Temporárias
Espaço que ocupa dois níveis e está especialmente vocacionado para apresentar exposições e iniciativas que proporcionem outras abordagens ao museu, ao colecionador e às coleções. Abre periodicamente constituindo um percurso alternativo de visita ao Museu.
Serviços de Educação e de Animação
O Serviço Educativo da Casa-Museu Frederico de Freitas está essencialmente vocacionado para responder às expectativas e solicitações do público local e da comunidade regional. Dinamiza e divulga o Museu e o seu acervo, estabelecendo e facilitando a comunicação com públicos distintos. Estimula vivências e aprendizagens diversas, promove a troca de experiências e de saberes. Aproveita o potencial do Museu como veículo de Educação para incentivar o respeito e a salvaguarda do património.
Para além de visitas orientadas, desenvolve atividades lúdicas, de expressão dramática, escrita, e/ou plástica relacionadas com o colecionador, as coleções e o Museu. Apresenta anualmente um Plano de Atividades que disponibiliza programas para professores, alunos, famílias, adultos, férias e efemérides. Sempre que necessário reajusta as iniciativas de acordo com as especificidades e características dos grupos.






















