Dia Internacional do Património Cultural Imaterial

No dia 17 de outubro, a Região Autónoma da Madeira associou-se às comemorações do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial, uma efeméride proclamada pela UNESCO em 2023, que constitui uma oportunidade para celebrar a diversidade dos saberes, práticas, expressões e conhecimentos que integram a herança cultural das comunidades.A Secretaria Regional do Turismo, Ambiente e Cultura, através da Direção Regional da Cultura, promoveu, na Torre do Capitão – Núcleo Histórico e Museológico de Santo Amaro, uma manhã dedicada ao património cultural imaterial do arquipélago da Madeira, reunindo comunidades, praticantes e público em torno da partilha de experiências, saberes e conhecimentos.A programação incluiu a mesa-redonda «Património Imaterial: Vozes, Saberes e Práticas», moderada por Élia de Sousa, antropóloga da Direção Regional da Cultura, que contou com a participação de representantes de diferentes manifestações do património cultural imaterial da Madeira:
🔹 Procissão das Cinzas, de Câmara de Lobos | Maria Cármen de Freitas.
🔹 Romagem de São Pedro, da Lombada, Santa Cruz | Carla Pereira.
🔹 Saberes da Calçada Madeirense | Tomás Freitas.
As manifestações abordadas neste programa resultam do trabalho desenvolvido pela Direção Regional da Cultura, no âmbito do acompanhamento técnico e científico dos processos de candidatura ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, dando destaque a expressões culturais que se encontram atualmente em estudo, documentação, salvaguarda e valorização.O programa contou ainda com a participação da Associação Musical e Cultural Xarabanda, com o grupo Cantigas Cá de Dentro (João Viveiros, Helena Camacho, Rui Camacho, Tozé Cardoso), e com uma visita à exposição Património Imaterial: Saberes que inspiram, que apresenta o olhar e a interpretação dos alunos do 12.º ano da Escola Secundária de Francisco Franco sobre o património cultural imaterial da Madeira.Mais do que preservar um legado, celebrar o património cultural imaterial é reconhecer uma herança viva, continuamente transformada pelas comunidades e transmitida de geração em geração.
Celebrar o património imaterial é celebrar as pessoas e as comunidades que lhe dão continuidade.

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