Inauguração do Teatro Circo, então localizado na antiga Praça Marquês de Pombal, atual Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses. O evento de abertura contou com espetáculos musicais e circenses, além de uma seleção de diversos filmes exibidos através dos sistemas "Animatógrafo" e "Cinematógrafo".
Durante a década de 1920, todas as produtoras cinematográficas madeirenses estreavam as suas exibições públicas neste espaço, incluindo a pioneira "Madeira Film, Ltd." e as obras de Manuel Luís Vieira, como, por exemplo, Os Faunos da Montanha.
A gestão da sala refletiu o dinamismo do setor, passando sucessivamente pelas mãos de Henrique Paiva (1912), da Companhia Cinematográfica de Portugal (1914) e da Empresa do Teatro Circo Limitada (1921). Mais tarde, o espaço foi gerido por Humberto Muller (1933) e pela "Sonoro-Filme", de Paulo São Marcos (1937).
O percurso desta icónica sala de espetáculos culminou em 1937. Adquirido em hasta pública pelo empresário João Firmino Caldeira, em agosto daquele ano, o Teatro Circo acabou por encerrar definitivamente as suas portas a 20 de novembro do mesmo período, em virtude das obras de alargamento da Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses.

FOTO FIGUEIRAS.
Sala de espetáculos do Teatro Circo, Freguesia da Sé, Concelho do Funchal.
Entre 1930 e 1937.
9,9 x 14,9 cm.
Negativo, vidro | Gelatina e sais de prata.
MFM-AV, n.º inv. PHF/4450.
Em depósito na DRABL.


FOTO FIGUEIRAS
Acrobatas da Companhia Internacional do Circo, no Teatro Circo, Freguesia da Sé, Concelho do Funchal.
1937-01-14.
14,9 x 9,9 cm.
Negativo, vidro | Gelatina e sais de prata.
MFM-AV, n.º inv. PHF/3268; PHF/3269.
Em depósito na DRABL.